(continuação)
Ao dirigir o convite "Vem e segue-me" ao jovem rico do Evangelho de S. Marcos 10, Jesus está a dizer que ser rico , em si, não é mau. não há só ricos maus, mas bons também. Como, aliás, é sabido que nem todos os pobres são bonzinhos. São exemplos de homens ricos que serviram a Deus: Abraão, Job, José de Arimateia, Lídia... A Bíblia não ensina a virtude de ganhar o pão com o suor do seu rosto e oferece a bênção de Deus sobre o trabalho honesto. Se não tenho quanto dinheiro necessito, Deus me ensina como obtê-lo: ele me dá seis dias para trabalhar, o repouso da noite e um dia de descanso, para que seja saudável, produtivo, e veja a recompensa. Ele quer que faça planos sábios, viva com modéstia e seja generoso na hora de dar. Que façamos tudo no nome do Senhor Jesus.
João Wesley, conhecido como o homem de um livro, a saber, a Bíblia Sagrada, aconselhou aos cristãos do seu tempo: "ganhe quanto puder, poupe quanto puder e dê quanto puder." Estas atitudes agradam a Deus, são justas no relacionamento com o próximo e enriquecem a vida. Se a minha família é pobre e sem recursos, devo estar ciente de que Deus nos ama e quer ajudar. Mas fá-lo melhor quando O seguimos e n'Ele confiamos. Devo fazer tudo o que humanamente me for possível. Depois, restar-me-á o dever de confiar inteiramente em Deus. Ele nos ajuda mesmo quando não recebemos tudo o que possuem os outros crentes. Precisamente nas circunstâncias mais difíceis eu confio no Seu amor e providência e faço a minha oração: "Talvez não tenha tanto como desejaria, mas confio no meu Pai Celestial. Talvez não tenha tanto como o meu vizinho, mas desejo que o espírito de amor de Deus me livre de ciúmes, suspeitas, ressentimentos e roubo."
terça-feira, 7 de setembro de 2010
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
VEM E SEGUE-ME
(continuação)
Da perspectiva bíblica, nós que somos da fé não somos pobres nem insignificantes, como pensam os outros. Quando o apóstolo Paulo diz "pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo" (2 Cor. 6:10), mostra a superioridade dos valores cristãos aos mundanos, a oposição dos conceitos materialistas aos espirituais. Na óptica divina, a fé é mais importante do que o alimento. Quer isso, então, dizer que Deus prefere ver-nos pobres e indigentes? É evidente que não. Para que criou Ele o ouro e a prata e todos os tesouros deste mundo? Só para dizer "minha é a prata e meu é o ouro" e fazer figura? Não, mas para benefício do homem, a fim de que o uso que este deles fizer seja legitimado pelas acções de graças e pelo louvor prestados ao Criador.
Mas importante, ainda, é dizer que Deus não deseja que a atitude para com a riqueza material destrua a nossa fé na Sua protecção, nem a nossa compaixão para com o nosso semelhante. Podemos falar, neste contexto, da compaixão que reparte os bens espirituais, em resumo, o evangelho salvador de nosso Senhor Jesus Cristo. Gastamos o nosso tempo todo com o nosso auto-conforto, material, espiritual, e não vamos atrás dos que definham e morrem na falta deles. Será que a falta de vitalidade nas igrejas modernas não se deve a essa avareza característica dos cristãos modernos que açambarcam todos os benefícios espirituais e não compartilham? Se "dar é viver", convenhamos que "não dar" não pode, também, ser viver. Compartilha com o próximo as misericórdias de Deus concedidas através da cruz do Calvário e experimentarás o avivamento que tanto tens reclamado em oração. Doutro modo, os canais da graça de Deus, que trazem refrigério, continuarão bloqueados e as almas minguando. Não te dês ao comodismo e à avareza, de dedicar todo o teu tempo a trabalhar para sustentar a tua casa, mas edifica também casa ao Senhor, como David (2 Sam.7).
Quando Jesus nos convida "Vem e segue-me", adverte-nos contra a avareza e oferece-nos o Seu próprio exemplo: "as raposas têm covis e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça." Note bem: se eu fixo demais o meu pensamento nas pessoas que têm melhor condição económica que a minha, abro o espírito à inveja. Satanás começa a sugerir pensamentos perigosos: devo possuir mais; não é justo que ele tenha mais do que eu; não se pode ser rico e honesto simultaneamente; será justo tirar-lhe um pouco, logo que possa. Todos esses são pensamentos mundanos que podem degenerar em más atitudes e ou acções. Vamos xingar Fulano, porque é rico, logo, desonesto.
Não deve reinar um espírito ciumento entre os cristãos. A cobiça não produz dinheiro; com frequência conduz a actos desonestos de roubo e sabotagem. O ressentimento para com o rico não põe mais pão na mesa, só envenena o espírito.
(continua)
Da perspectiva bíblica, nós que somos da fé não somos pobres nem insignificantes, como pensam os outros. Quando o apóstolo Paulo diz "pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo" (2 Cor. 6:10), mostra a superioridade dos valores cristãos aos mundanos, a oposição dos conceitos materialistas aos espirituais. Na óptica divina, a fé é mais importante do que o alimento. Quer isso, então, dizer que Deus prefere ver-nos pobres e indigentes? É evidente que não. Para que criou Ele o ouro e a prata e todos os tesouros deste mundo? Só para dizer "minha é a prata e meu é o ouro" e fazer figura? Não, mas para benefício do homem, a fim de que o uso que este deles fizer seja legitimado pelas acções de graças e pelo louvor prestados ao Criador.
Mas importante, ainda, é dizer que Deus não deseja que a atitude para com a riqueza material destrua a nossa fé na Sua protecção, nem a nossa compaixão para com o nosso semelhante. Podemos falar, neste contexto, da compaixão que reparte os bens espirituais, em resumo, o evangelho salvador de nosso Senhor Jesus Cristo. Gastamos o nosso tempo todo com o nosso auto-conforto, material, espiritual, e não vamos atrás dos que definham e morrem na falta deles. Será que a falta de vitalidade nas igrejas modernas não se deve a essa avareza característica dos cristãos modernos que açambarcam todos os benefícios espirituais e não compartilham? Se "dar é viver", convenhamos que "não dar" não pode, também, ser viver. Compartilha com o próximo as misericórdias de Deus concedidas através da cruz do Calvário e experimentarás o avivamento que tanto tens reclamado em oração. Doutro modo, os canais da graça de Deus, que trazem refrigério, continuarão bloqueados e as almas minguando. Não te dês ao comodismo e à avareza, de dedicar todo o teu tempo a trabalhar para sustentar a tua casa, mas edifica também casa ao Senhor, como David (2 Sam.7).
Quando Jesus nos convida "Vem e segue-me", adverte-nos contra a avareza e oferece-nos o Seu próprio exemplo: "as raposas têm covis e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça." Note bem: se eu fixo demais o meu pensamento nas pessoas que têm melhor condição económica que a minha, abro o espírito à inveja. Satanás começa a sugerir pensamentos perigosos: devo possuir mais; não é justo que ele tenha mais do que eu; não se pode ser rico e honesto simultaneamente; será justo tirar-lhe um pouco, logo que possa. Todos esses são pensamentos mundanos que podem degenerar em más atitudes e ou acções. Vamos xingar Fulano, porque é rico, logo, desonesto.
Não deve reinar um espírito ciumento entre os cristãos. A cobiça não produz dinheiro; com frequência conduz a actos desonestos de roubo e sabotagem. O ressentimento para com o rico não põe mais pão na mesa, só envenena o espírito.
(continua)
domingo, 5 de setembro de 2010
VEM E SEGUE-ME
Encontramos estas palavras no Evangelho de S. Marcos, capítulo 10, versículo 21. Fazem parte do relato da entrevista que Jesus concedeu a um jovem desejoso de ser candidato à vida eterna. O Mestre ensinou-lhe que devia ser cumpridor dos mandamentos divinos. Ele respondeu que os tinha cumprido desde a sua mocidade. Jesus olhou para ele, amou-o, mas não deixou de o fazer saber que lhe faltava "uma coisa". Era muito rico. O que lhe faltava, ficou a saber pouco depois, era desprender-se de tudo quanto possuía vendendo-o e distribuindo o produto entre os pobre e, disse-lhe o Senhor, "Vem e segue-Me".
Este convite de Jesus é dirigido também a mim e a ti. Ao me fazer o convite, o Senhor quer tornar-me ciente da necessidade que tenho de O seguir todos os dias da minha vida, em todas as circunstâncias. Em privado, ou em comunidade. Ele não só deseja salvar-nos do pecado, como, também, ajudar-nos no cultivo de um espírito de semelhança com Ele, que me torne a vida plena e satisfatória.
Bem cedo na vida compreendemos que a maior ambição do homem, em geral, é ater-se a uma condição económica e financeira boa, estável, invejável... E descobrimos que não somos excepção. Não chegar lá resulta, em muitos casos, em infelicidade, desgosto, frustração.
Talvez a verdade mais importante, pela qual Ele deseja ver-nos orientar nossas vidas, seja a de crescer no espírito e não em comodidades. O alimento e o vestuário requerem dinheiro, mas o espírito do homem nutre-se de oração a Deus, da escolha das melhores atitudes e do altruísmo que socorre aos que estão em maior necessidade do que nós.
A avareza não é de cristãos. A avareza é o excessivo desejo de ajuntar riquezas. É mesquinhez. É ter horizonte curto. É doentia. "Não podeis servir a Deus e a mamom (riquezas)." A avareza é o espírito do mundo.
Se a ciência da economia considera a produção de riqueza como o alvo principal da vida, Jesus, porém, ensina algo quase diametralmente oposto. O dinheiro é útil, mas devo tratá-lo, sempre, como de importância menor que as qualidades do espírito. Como subalterno e não como superior.
Dominado por cobiça, veio um homem ao encontro de Jesus, para que Ele fizesse ao irmão repartir com ele a herança. Recebeu a repreensão: "Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?" Aos circundantes, disse o Mestre: "Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui." (Lucas 12:13-15).
Como teria respondido Jesus, se o homem tivesse inquirido: "Que devo fazer com a herança, para proceder rectamente?" A resposta teria sido mais do que provável "Divide-a. Trata o teu irmão como gostarias que ele te tratasse a ti."
Certamente que há muita coisa boa, útil e necessária que podemos adquirir se ganharmos ou obtivermos mais dinheiro: mais comida, uma casa melhor, melhor roupa, melhor viatura, mais recreação, melhor saúde, qualidade de vida, diz-se hoje em dia. Deus sabe isso, mas avisa-nos que um espírito avarento pode custar-nos o lar celestial. Com respeito a adquirir e a gastar dinheiro, conhecemos bem a recomendação do Senhor "Buscai, primeiro, o reino de Deus e a Sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas."
Há muita gente que está a dizer: "Eu não tenho tempo para a igreja (entenda-se para pensar em Deus ou em coisas espirituais); tenho de trabalhar para sustentar uma família, solver compromissos... Trabalho todos os dias, de manhã à noite." Fui pastorear uma igreja, vinte anos atrás, que tinha dois vizinhos, a exemplificação literal desta afirmação. A oficina de um deles era barulhenta todo o dia, todos os dias, a outra silenciosa, mas ambas pareciam não se fechar, nem de dia, nem de noite. Ambos eram muito simpáticos, amigáveis, mas não tinham tempo, senão para sustentar a família e pagar as contas, com o suor do seu rosto. Parece que haviam estado no Éden quando Deus sentenciou Adão; tomaram muito a sério a sentença.
Não aceitar o convite do Mestre "Vem e Segue-me" impede que experimentes a verdade cativante que há no Seu ensino concernente à dependência da mão provedora e generosa de Deus: "Buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas."
Este convite de Jesus é dirigido também a mim e a ti. Ao me fazer o convite, o Senhor quer tornar-me ciente da necessidade que tenho de O seguir todos os dias da minha vida, em todas as circunstâncias. Em privado, ou em comunidade. Ele não só deseja salvar-nos do pecado, como, também, ajudar-nos no cultivo de um espírito de semelhança com Ele, que me torne a vida plena e satisfatória.
Bem cedo na vida compreendemos que a maior ambição do homem, em geral, é ater-se a uma condição económica e financeira boa, estável, invejável... E descobrimos que não somos excepção. Não chegar lá resulta, em muitos casos, em infelicidade, desgosto, frustração.
Talvez a verdade mais importante, pela qual Ele deseja ver-nos orientar nossas vidas, seja a de crescer no espírito e não em comodidades. O alimento e o vestuário requerem dinheiro, mas o espírito do homem nutre-se de oração a Deus, da escolha das melhores atitudes e do altruísmo que socorre aos que estão em maior necessidade do que nós.
A avareza não é de cristãos. A avareza é o excessivo desejo de ajuntar riquezas. É mesquinhez. É ter horizonte curto. É doentia. "Não podeis servir a Deus e a mamom (riquezas)." A avareza é o espírito do mundo.
Se a ciência da economia considera a produção de riqueza como o alvo principal da vida, Jesus, porém, ensina algo quase diametralmente oposto. O dinheiro é útil, mas devo tratá-lo, sempre, como de importância menor que as qualidades do espírito. Como subalterno e não como superior.
Dominado por cobiça, veio um homem ao encontro de Jesus, para que Ele fizesse ao irmão repartir com ele a herança. Recebeu a repreensão: "Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós?" Aos circundantes, disse o Mestre: "Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui." (Lucas 12:13-15).
Como teria respondido Jesus, se o homem tivesse inquirido: "Que devo fazer com a herança, para proceder rectamente?" A resposta teria sido mais do que provável "Divide-a. Trata o teu irmão como gostarias que ele te tratasse a ti."
Certamente que há muita coisa boa, útil e necessária que podemos adquirir se ganharmos ou obtivermos mais dinheiro: mais comida, uma casa melhor, melhor roupa, melhor viatura, mais recreação, melhor saúde, qualidade de vida, diz-se hoje em dia. Deus sabe isso, mas avisa-nos que um espírito avarento pode custar-nos o lar celestial. Com respeito a adquirir e a gastar dinheiro, conhecemos bem a recomendação do Senhor "Buscai, primeiro, o reino de Deus e a Sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas."
Há muita gente que está a dizer: "Eu não tenho tempo para a igreja (entenda-se para pensar em Deus ou em coisas espirituais); tenho de trabalhar para sustentar uma família, solver compromissos... Trabalho todos os dias, de manhã à noite." Fui pastorear uma igreja, vinte anos atrás, que tinha dois vizinhos, a exemplificação literal desta afirmação. A oficina de um deles era barulhenta todo o dia, todos os dias, a outra silenciosa, mas ambas pareciam não se fechar, nem de dia, nem de noite. Ambos eram muito simpáticos, amigáveis, mas não tinham tempo, senão para sustentar a família e pagar as contas, com o suor do seu rosto. Parece que haviam estado no Éden quando Deus sentenciou Adão; tomaram muito a sério a sentença.
Não aceitar o convite do Mestre "Vem e Segue-me" impede que experimentes a verdade cativante que há no Seu ensino concernente à dependência da mão provedora e generosa de Deus: "Buscai primeiro o reino de Deus e a Sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas."
sábado, 4 de setembro de 2010
Dez Mandamentos para os Pais de Família
De "O Arauto da Santidade"
O sétimo mandamento para os pais de família é Procurarás Manter-te Bem Disposto. Não há nada melhor que um sorriso para aliviar as cargas da vida. O bom humor é um dos dons mais preciosos que Deus nos deu. Por isso devíamos cultivá-lo sempre.
Devíamos alegrar-nos e rir-nos com os outros - não rir-nos deles. Isso distingue entre a boa disposição e o sarcasmo. O sarcasmo destrói as boas relações entre os seres humanos. João Wesley disse: "Piedade com amargura é a religião do diabo." "Quem canta, seus males espanta", diz o povo. Por isso aprendemos na Bíblia que devemos louvar com salmos, hinos e cânticos espirituais. Isto caracteriza a religião de Jesus Cristo "piedade com alegria" ou "piedade com contentamento", como diz Paulo a Timóteo (1 Timóteo 6:5).
O oitavo mandamento manda: "Tratarás com igualdade todos os teus filhos". Os filhos não poderão ser tratados todos da mesma maneira. Cada qual tem as sua personalidade e, como tal, tem as suas necessidades particulares. Mas todos devem ter o mesmo valor, como filhos.
Um exemplo da Bíblia, das consequências gravosas de não tratar os filhos com igualdade é o caso de Isaque que preferia a Esaú, e Rebeca que preferiu Jacob - resultou na divisão da família - só Deus, mais tarde, acalmou os ânimos desunidos.
O nono mandamento introduz a disciplina, ordenando: "Usarás Disciplina". Muitos confundem disciplina familiar com castigo. A palavra "corrigir" usada em Hebreus 12:6 significa "a educação total dos filhos." É a prova do amor paterno. A falta de disciplina no lar indica indiferença dos pais e não amor excessivo.
Finalmente, o décimo: "Consentirás que os teus filhos saiam do lar a seu devido tempo." Em último lugar, mas nem por isso menos importante, vem o assunto da dependência dos filhos para com os pais. Bem-aventurados os pais e os filhos que não se separam antes do tempo, nem demasiado tarde.
O sétimo mandamento para os pais de família é Procurarás Manter-te Bem Disposto. Não há nada melhor que um sorriso para aliviar as cargas da vida. O bom humor é um dos dons mais preciosos que Deus nos deu. Por isso devíamos cultivá-lo sempre.
Devíamos alegrar-nos e rir-nos com os outros - não rir-nos deles. Isso distingue entre a boa disposição e o sarcasmo. O sarcasmo destrói as boas relações entre os seres humanos. João Wesley disse: "Piedade com amargura é a religião do diabo." "Quem canta, seus males espanta", diz o povo. Por isso aprendemos na Bíblia que devemos louvar com salmos, hinos e cânticos espirituais. Isto caracteriza a religião de Jesus Cristo "piedade com alegria" ou "piedade com contentamento", como diz Paulo a Timóteo (1 Timóteo 6:5).
O oitavo mandamento manda: "Tratarás com igualdade todos os teus filhos". Os filhos não poderão ser tratados todos da mesma maneira. Cada qual tem as sua personalidade e, como tal, tem as suas necessidades particulares. Mas todos devem ter o mesmo valor, como filhos.
Um exemplo da Bíblia, das consequências gravosas de não tratar os filhos com igualdade é o caso de Isaque que preferia a Esaú, e Rebeca que preferiu Jacob - resultou na divisão da família - só Deus, mais tarde, acalmou os ânimos desunidos.
O nono mandamento introduz a disciplina, ordenando: "Usarás Disciplina". Muitos confundem disciplina familiar com castigo. A palavra "corrigir" usada em Hebreus 12:6 significa "a educação total dos filhos." É a prova do amor paterno. A falta de disciplina no lar indica indiferença dos pais e não amor excessivo.
Finalmente, o décimo: "Consentirás que os teus filhos saiam do lar a seu devido tempo." Em último lugar, mas nem por isso menos importante, vem o assunto da dependência dos filhos para com os pais. Bem-aventurados os pais e os filhos que não se separam antes do tempo, nem demasiado tarde.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Dez Mandamentos Para os Pais de Família
(De "O Arauto da Santidade")
Em quarto lugar, "Aprenderás a Ouvir". Em tempos tão difíceis como estes em que vivemos, com tantas solicitações e encargos, os pais devem aprender a arte delicada de ouvir com amor e de conversar com os filhos. Sobre o que? Sobre assuntos pessoais e sobre assuntos espirituais. Os pais devem saber falar e escutar.
Também, em quinto lugar, "Terás tempo para atender a todas as necessidades dos teus filhos." Este preceito está subentendido nos Dez Mandamentos, mas lembramo-lo aqui. Um dos maiores problemas da nossa época é que, embora os pais dêem aos filhos todas as comodidades, não se dão a si mesmos em compreensão e amor. Quando assim não acontece, buscam compensação fora de casa. Esta é uma das causas da desintegração da família, e o seu maior perigo.
Em sexto lugar, "Reconhecerás os teus erros e faltas como pai de família." Uma das coisas mais difíceis de fazer é precisamente isso: reconhecer os próprios erros. O salmista perguntou: "Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos" (Salmo 19:12).
Reconhecer os erros próprios é uma virtude necessária. Quando, na família, não estamos dispostos a reconhecer as nossas faltas, geralmente culpamos as outras pessoas - a esposa, os filhos, ou ambos.
Em quarto lugar, "Aprenderás a Ouvir". Em tempos tão difíceis como estes em que vivemos, com tantas solicitações e encargos, os pais devem aprender a arte delicada de ouvir com amor e de conversar com os filhos. Sobre o que? Sobre assuntos pessoais e sobre assuntos espirituais. Os pais devem saber falar e escutar.
Também, em quinto lugar, "Terás tempo para atender a todas as necessidades dos teus filhos." Este preceito está subentendido nos Dez Mandamentos, mas lembramo-lo aqui. Um dos maiores problemas da nossa época é que, embora os pais dêem aos filhos todas as comodidades, não se dão a si mesmos em compreensão e amor. Quando assim não acontece, buscam compensação fora de casa. Esta é uma das causas da desintegração da família, e o seu maior perigo.
Em sexto lugar, "Reconhecerás os teus erros e faltas como pai de família." Uma das coisas mais difíceis de fazer é precisamente isso: reconhecer os próprios erros. O salmista perguntou: "Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos" (Salmo 19:12).
Reconhecer os erros próprios é uma virtude necessária. Quando, na família, não estamos dispostos a reconhecer as nossas faltas, geralmente culpamos as outras pessoas - a esposa, os filhos, ou ambos.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Dez Mandamentos Para os Pais de Família
De O Arauto da Santidade
O segundo mandamento é: Deverás estar mais interessado nas relações pessoais que em leis e regulamentos familiares.
É necessário ter regulamentos e alguns são mais urgentes. Mas devem ser breves e fundamentais. As relações pessoais são mais importantes.
A falta de atenção pessoal que muitos filhos enfrentam, condu-los, em muitos casos, a rebelião contra as normas estabelecidas. Há três necessidades básicas na criança: amor, respeito e consideração como pessoa. Se ela puder contar com estas três coisas, já não tende tanto a revoltar-se contra as normas morais estabelecidas.
Em terceiro lugar, compartilharás a fé cristã. A Igreja e a Escola Dominical nunca poderão tomar o lugar dos pais no ensino da Palavra de Deus e em conduzir os filhos aos pés de Cristo.
O exemplo é imprescindível no ensino, como dissemos atrás. Mas os pais devem também ensinar directa e verbalmente. Em Deuteronómio 6:6-7, Deus ordenou Moisés a instruir o povo nos seguintes termos:
"Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te."
O segundo mandamento é: Deverás estar mais interessado nas relações pessoais que em leis e regulamentos familiares.
É necessário ter regulamentos e alguns são mais urgentes. Mas devem ser breves e fundamentais. As relações pessoais são mais importantes.
A falta de atenção pessoal que muitos filhos enfrentam, condu-los, em muitos casos, a rebelião contra as normas estabelecidas. Há três necessidades básicas na criança: amor, respeito e consideração como pessoa. Se ela puder contar com estas três coisas, já não tende tanto a revoltar-se contra as normas morais estabelecidas.
Em terceiro lugar, compartilharás a fé cristã. A Igreja e a Escola Dominical nunca poderão tomar o lugar dos pais no ensino da Palavra de Deus e em conduzir os filhos aos pés de Cristo.
O exemplo é imprescindível no ensino, como dissemos atrás. Mas os pais devem também ensinar directa e verbalmente. Em Deuteronómio 6:6-7, Deus ordenou Moisés a instruir o povo nos seguintes termos:
"Estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te."
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Dez Mandamentos Para os Pais de Família
De O ARAUTO DA SANTIDADE -
De vez em quando, lemos artigos em revistas que seguem o modelo dos Dez Mandamentos, mas com outros temas. Alguém propôs dez mandamentos para os pais de família que são compartilhados e comentados a seguir. É natural que haja quem queira acrescentar ou suprimir alguns. No entanto, todos são importantes para o lar cristão.
O primeiro é: Não darás mau exemplo.
Costuma-se dizer que um bom exemplo vale mais que um milhão de palavras. Isto é aplicável também ao cristão. Os aspectos mais importantes da vida cristã aprendem-se através da observação e não tanto da aprendizagem na Escola Dominical. É por isso mesmo que, em muitos aspectos, os filhos reflectem a atitude dos pais.
Certa vez um general americano chamado Lee, saiu de casa e ia andando. Depois de avançar um pouco, olhou para trás e verificou que o filhinho de oito anos vinha atrás dele, esticando as pernas para pôr os pés exactamente nas peugadas do pai.
Isto proporcionou-lhe, num relance, o pensamento de que devia ter muito cuidado com o seu comportamento, pois, era observado pelo filho, que o tomava por modelo.
De vez em quando, lemos artigos em revistas que seguem o modelo dos Dez Mandamentos, mas com outros temas. Alguém propôs dez mandamentos para os pais de família que são compartilhados e comentados a seguir. É natural que haja quem queira acrescentar ou suprimir alguns. No entanto, todos são importantes para o lar cristão.
O primeiro é: Não darás mau exemplo.
Costuma-se dizer que um bom exemplo vale mais que um milhão de palavras. Isto é aplicável também ao cristão. Os aspectos mais importantes da vida cristã aprendem-se através da observação e não tanto da aprendizagem na Escola Dominical. É por isso mesmo que, em muitos aspectos, os filhos reflectem a atitude dos pais.
Certa vez um general americano chamado Lee, saiu de casa e ia andando. Depois de avançar um pouco, olhou para trás e verificou que o filhinho de oito anos vinha atrás dele, esticando as pernas para pôr os pés exactamente nas peugadas do pai.
Isto proporcionou-lhe, num relance, o pensamento de que devia ter muito cuidado com o seu comportamento, pois, era observado pelo filho, que o tomava por modelo.
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