MOTIVOS PARA A CONVERSÃO
(continuação)
Conheces bem a história do Filho Pródigo. Estou a ver o velho pai, esquecido dos seus afazeres e até dos anos, a correr para a porta e a receber o filho! A misericórdia é que é a causa de tanta pressa. Por isso o pecador não se preocupa! Estou a ver o palpitar daquele coração, os suspiros daquela alma! Que amor tão sublime! A misericórdia espreita-o de longe; esquece a vida passada, a revolta, a ingratidão, e recebe-o de braços abertos, lança-se ao seu pescoço, beija-o. Mais ainda: mata o vitelo mais gordo, enfia o melhor vestido, põe o mais rico anel, calça os mais luxuosos sapatos, em suma, o que há de mais rico e luxuoso. A alegria é imensa e mal pode conter-se no seu peito. Outros serão chamados a participar.. Os amigos não faltam e congratulam-se, mas nenhum sente a mesma alegria que o pai, com a vinda desse filho considerado morto. Parece-me que estou a ouvir a música a distância. Oh! quão melodiosas as canções dessa música celeste! E não a posso aprender! (Apocalipse 14:3). Pelo menos consigo distinguir o estribilho desse coro harmonioso, entoando em uníssono estas palavras: «o meu filho estava morto, e ei-lo aqui vivo. Estava perdido e encontrei-o!» Não é preciso comentar mais a parábola. Deus é o Pai. Cristo as provisões; a Sua justiça o vestido, a Sua graça os ornamentos., os ministros os santos e os anjos, e os amigos os seus servos; e tu, leitor amigo, se quiseres arrepender-te: o filho pródigo, que será bem-vindo à casa paterna, e alvo daquelas demonstrações de alegria e de amor.
Ó rochedo, porque não te moves ainda? Porque não te resolves a mudar de vida e a ir ao encontro daquela misericórdia infinita que te aguarda desde a eternidade? Vou tentar mais uma vez. Se um morto ressuscitasse, escutá-lo-ias? Ouve então esta voz que te aconselha o arrependimento: «Rogo-te, pois, que o mandes a casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento: se algum dos mortos fosse ter com eles arrepender-se-iam» (Lucas 16:27-28,30). Repara bem, meu amigo, como das chamas do Inferno os mortos se levantam para te incitarem à penitência, à conversão, ao arrependimento! Olha esse poço sem fundo! Vês como sobem as labaredas dos tormentos que ali se passam? Que dizes àquele ambiente de trevas? Queres ali ficar, para sempre, naquele fogo devorador, no meio de vermes que para sempre te atormentarão? Que te parece esse oceano de perdição? De certo que não é essa a morada que desejas escolher para toda a eternidade. Ora escuta o que se passa lá dentro: maldições, blasfémias, choros e lamentos das loucuras cometidas em vida. Ouves rugidos e ranger de dentes? Que miséria! Que infelicidade! Se os gritos de Coré, Datan e Abiram, fizeram fugir todo o Israel, quando a terra se abriu para os tragar (Números 16:33,34), o que seria, se Deus permitisse que se ouvisse os clamores dos condenados no Inferno? E o pior de tudo é que esses lamentos se perpetuarão pela eternidade fora, sem esperança de salvação!
Pois fica sabendo que tens o destino traçado e ali será a tua morada, se não te converteres!
Que mais poderei dizer-te, depois de tantos argumentos que te apresentei? A conversão é o que há de mais prudente, mais justo, mais racional neste mundo. O contrário é uma loucura, um absurdo! Suplico-te novamente, uma vez que suponho desejares a salvação, que leias e medites nos seguintes conselhos, além dos muitos que pudeste verificar através deste livro, para te convencer ao arrependimento e à conversão.
- Joseph Alleine
quarta-feira, 30 de junho de 2010
terça-feira, 29 de junho de 2010
UM GUIA SEGURO PARA O CÉU
MOTIVOS PARA A CONVERSÃO
Embora aquilo que ficou dito, da necessidade da conversão e das misérias dos que não se querem converter, fosse suficiente para levar um espírito bem intencionado a voltar-se para Deus, sabendo da obstinação e dureza de coração da maior parte dos homens, julguei necessário acrescentar alguns motivos que podem levar-te à reconciliação com Deus.
«Ó Senhor, não me faltes mais uma vez com a Tua santa inspiração. Se alguma das almas que me leu, ainda não foi toda pela Tua graça, apressa-Te a infundir-lha. Penetra profundamente no seu coração, domina-o, convence-o, até que diga: Venceste-me porque és mais forte. Senhor, não me fizeste pescador de homens? Trabalhei afanosamente, e no entanto nada consegui! Tanto esforço despendido e para nada! Mas pela última vez vou lançar a rede. Dirige-me, Senhor Jesus, e da praia orienta o meu trabalho! E que as almas venham a cair nas malhas das redes que lhes vou lançar! Que sejam muitas, Senhor. Suplico-te que, uma vez mais, sejas tu a dar-me a força necessária para tal empresa!»
Meus amigos, os céus e a terra e o próprio Inferno, pregam-vos a doutrina do arrependimento. Os ministros das igrejas para vós trabalham. Os anjos do Céu esperam por vós, e pelo vosso arrependimento e regresso a Deus. Ó pecador, porque é que os demónios hão de zombar da tua perdição, da tua miséria, e da tua loucura? Certamente, se não te voltares para Deus. Não seria melhor dares uma alegria aos anjos, do que um motivo de zombaria aos demónios? Se preferires o primeiro caso, como se alegrarão as multidões celestes, cantando: «Glória a Deus nas alturas!» Todo o mundo celestial e terreno se alegraria também, celebrando esta nova criação. Seria, por assim dizer, um dia de festa no Céu pelo facto de um novo irmão se associar ao coro glorioso dos anjos, de nascer um novo herdeiro do reino do Céu e de voltar à casa paterna o filho pródigo. As lágrimas do verdadeiro penitente são na realidade o vinho que alegra Deus e os homens.
Mas essa alegria não se limita só aos homens e aos anjos. A tua conversão é ainda motivo de excepcional alegria para o próprio Deus (Lucas 15:9; Isaías 62:5). Nem Jacob se regozijou tanto ao avistar-se com o seu José, como o Pai celeste com a tua volta para Ele.
- Joseph Alleine (continua)
Embora aquilo que ficou dito, da necessidade da conversão e das misérias dos que não se querem converter, fosse suficiente para levar um espírito bem intencionado a voltar-se para Deus, sabendo da obstinação e dureza de coração da maior parte dos homens, julguei necessário acrescentar alguns motivos que podem levar-te à reconciliação com Deus.
«Ó Senhor, não me faltes mais uma vez com a Tua santa inspiração. Se alguma das almas que me leu, ainda não foi toda pela Tua graça, apressa-Te a infundir-lha. Penetra profundamente no seu coração, domina-o, convence-o, até que diga: Venceste-me porque és mais forte. Senhor, não me fizeste pescador de homens? Trabalhei afanosamente, e no entanto nada consegui! Tanto esforço despendido e para nada! Mas pela última vez vou lançar a rede. Dirige-me, Senhor Jesus, e da praia orienta o meu trabalho! E que as almas venham a cair nas malhas das redes que lhes vou lançar! Que sejam muitas, Senhor. Suplico-te que, uma vez mais, sejas tu a dar-me a força necessária para tal empresa!»
Meus amigos, os céus e a terra e o próprio Inferno, pregam-vos a doutrina do arrependimento. Os ministros das igrejas para vós trabalham. Os anjos do Céu esperam por vós, e pelo vosso arrependimento e regresso a Deus. Ó pecador, porque é que os demónios hão de zombar da tua perdição, da tua miséria, e da tua loucura? Certamente, se não te voltares para Deus. Não seria melhor dares uma alegria aos anjos, do que um motivo de zombaria aos demónios? Se preferires o primeiro caso, como se alegrarão as multidões celestes, cantando: «Glória a Deus nas alturas!» Todo o mundo celestial e terreno se alegraria também, celebrando esta nova criação. Seria, por assim dizer, um dia de festa no Céu pelo facto de um novo irmão se associar ao coro glorioso dos anjos, de nascer um novo herdeiro do reino do Céu e de voltar à casa paterna o filho pródigo. As lágrimas do verdadeiro penitente são na realidade o vinho que alegra Deus e os homens.
Mas essa alegria não se limita só aos homens e aos anjos. A tua conversão é ainda motivo de excepcional alegria para o próprio Deus (Lucas 15:9; Isaías 62:5). Nem Jacob se regozijou tanto ao avistar-se com o seu José, como o Pai celeste com a tua volta para Ele.
- Joseph Alleine (continua)
segunda-feira, 28 de junho de 2010
UM GUIA SEGURO PARA O CÉU
Breves Palavras A Usar Por Um Pecador Ainda Não Regenerado Pela Graça Da Conversão
(continuação)
Vem depressa, Senhor, e entra em triunfo. Leva-me para sempre. A Ti me entrego, Jesus, como meu único Mediador e Caminho para o Pai celeste. É verdade que me encontrava perdido, mas agora, em Ti, firmo a minha esperança. Salva-me, Senhor, senão pereço. A Ti venho, com o braço ao pescoço, como réu digno de morte e condenação. Mereço mais o Inferno, do que o servo ou o trabalhador, o seu justo salário. Mas, recorro aos Teus méritos, confiando somente no valor e da virtude do Teu sacrifício e no poder da Tua intercessão. Submeto-me aos Teus ensinamentos e de boa mente quero ser governado por Ti. Abri-vos, portas eternas, para que entre o Rei da Glória.
E Tu, ó Espírito do Altíssimo, que confortas e santificas os Teus escolhidos, entra com toda a Tua comitiva, todos os Teus assistentes, os Teus frutos e as Tuas graças. Quero ser uma morada digna de Ti. Só Te ofereço o que já é Teu; mas, como a viúva, tenho ainda dois modestos óbulos: o meu corpo e a minha alma, que para Ti vais santificar, a fim de se tornarem Teus servos. Como bom Médico, cura-os das suas doenças. Como Teus agentes, dirige-os nas suas acções. Por muito tempo servi eu ao mundo e a Satanás, mas agora renuncio a ambos para seguir as Tuas directivas e ser guiado pelos Teus conselhos.
Ó bem-aventurada Trindade, ó gloriosa Unidade, entrego-me totalmente a Ti. Recebe-me, grava em mim o Teu nome, ó Senhor, bem como em todos os meus bens, para que passem a ser exclusivamente Teus. Marca cada um dos membros do meu corpo e cada uma das faculdades da minha alma. Escolhi os Teus mandamentos. Terei sempre presente a Tua lei que, depois de conhecida, com facilidade a aplicarei. Por isso decidi caminhar na Tua graça, que passará a governar-me inteiramente. Embora não possa guardar com exactidão os Teus mandamentos, procurarei não os violar. Sei que a carne é fraca e a tendência é para recuar. Mas, pelo poder da Tua graça, quero fixar-me a Ti e aos Teus santos caminhos, custe o que custar. Sei que contigo nada tenho a perder. Por conseguinte não me amedrontam as dificuldades, os contratempos, e, renunciando a mim mesmo, tomarei a minha cruz para Te seguir. Senhor Jesus, o Teu jugo é suave, a Tua cruz é bem-vinda, para por ela chegar até à Tua presença. Ponho de lado todas as esperanças da felicidade mundana, e até, caminhar mais lentamente, contanto que não Te perca. Embora pobre, humilde e desprezado neste mundo, só me interessa viver e reinar contigo para sempre. Senhor, o meu coração vive só para Ti, numa forte aliança, que nunca será rompida. Garanto que é esta a minha resolução até morrer. Jurei, e não deixarei de cumprir os Teus justos juízos. Tenho consentido livremente, está feita a minha escolha para sempre. Senhor Jesus, confirma este contrato. Amém.
- Joseph Alleine
(continuação)
Vem depressa, Senhor, e entra em triunfo. Leva-me para sempre. A Ti me entrego, Jesus, como meu único Mediador e Caminho para o Pai celeste. É verdade que me encontrava perdido, mas agora, em Ti, firmo a minha esperança. Salva-me, Senhor, senão pereço. A Ti venho, com o braço ao pescoço, como réu digno de morte e condenação. Mereço mais o Inferno, do que o servo ou o trabalhador, o seu justo salário. Mas, recorro aos Teus méritos, confiando somente no valor e da virtude do Teu sacrifício e no poder da Tua intercessão. Submeto-me aos Teus ensinamentos e de boa mente quero ser governado por Ti. Abri-vos, portas eternas, para que entre o Rei da Glória.
E Tu, ó Espírito do Altíssimo, que confortas e santificas os Teus escolhidos, entra com toda a Tua comitiva, todos os Teus assistentes, os Teus frutos e as Tuas graças. Quero ser uma morada digna de Ti. Só Te ofereço o que já é Teu; mas, como a viúva, tenho ainda dois modestos óbulos: o meu corpo e a minha alma, que para Ti vais santificar, a fim de se tornarem Teus servos. Como bom Médico, cura-os das suas doenças. Como Teus agentes, dirige-os nas suas acções. Por muito tempo servi eu ao mundo e a Satanás, mas agora renuncio a ambos para seguir as Tuas directivas e ser guiado pelos Teus conselhos.
Ó bem-aventurada Trindade, ó gloriosa Unidade, entrego-me totalmente a Ti. Recebe-me, grava em mim o Teu nome, ó Senhor, bem como em todos os meus bens, para que passem a ser exclusivamente Teus. Marca cada um dos membros do meu corpo e cada uma das faculdades da minha alma. Escolhi os Teus mandamentos. Terei sempre presente a Tua lei que, depois de conhecida, com facilidade a aplicarei. Por isso decidi caminhar na Tua graça, que passará a governar-me inteiramente. Embora não possa guardar com exactidão os Teus mandamentos, procurarei não os violar. Sei que a carne é fraca e a tendência é para recuar. Mas, pelo poder da Tua graça, quero fixar-me a Ti e aos Teus santos caminhos, custe o que custar. Sei que contigo nada tenho a perder. Por conseguinte não me amedrontam as dificuldades, os contratempos, e, renunciando a mim mesmo, tomarei a minha cruz para Te seguir. Senhor Jesus, o Teu jugo é suave, a Tua cruz é bem-vinda, para por ela chegar até à Tua presença. Ponho de lado todas as esperanças da felicidade mundana, e até, caminhar mais lentamente, contanto que não Te perca. Embora pobre, humilde e desprezado neste mundo, só me interessa viver e reinar contigo para sempre. Senhor, o meu coração vive só para Ti, numa forte aliança, que nunca será rompida. Garanto que é esta a minha resolução até morrer. Jurei, e não deixarei de cumprir os Teus justos juízos. Tenho consentido livremente, está feita a minha escolha para sempre. Senhor Jesus, confirma este contrato. Amém.
- Joseph Alleine
domingo, 27 de junho de 2010
UM GUIA SEGURO PARA O CÉU
Breves Palavras A Usar Por Um Pecador Ainda Não Regenerado Pela Graça Da Conversão
(Continuação)
Ó minha alma, julgas bem continuares assim? Tens algum pacto ou aliança com o Inferno e com a morte? Tens prazer na tua miséria? Interessa-te ficar por aqui? Ai! não sei que fazer! Continuar nos caminhos pecaminosos? Se por aqui é certa a minha condenação, porque é que na minha insensatez vou entregar a alma ao Inferno, por um pequeno nada, por um ligeiro prazer, por um leve conforto, só para deleite da carne? Viverei ainda muito tempo nesta maldita situação? Não, se me demoro muito, desfaleço no caminho. E não haverá esperança de socorro? Nenhuma, a não ser que volte atrás. Mas haverá remédio para semelhante situação? Misericórdia e perdão para tão provocante iniquidade? Sim, tão certo como Deus ser Deus que obtenho perdão, se hoje, com sinceridade e sem reservas, me entregar solenemente a Cristo.
Pelo que te agradeço com toda a humildade do meu coração, ó misericordioso Jeová, já que na Tua paciência esperaste por mim até hoje, e se não modificasses a minha situação, eu estaria perdido para sempre. Adoro, pois, a Tua graça; aceito a oferta da Tua misericórdia; renuncio a todos os meus pecados, e pela Tua graça, decido fazer-lhes guerra, e seguir-Te em santidade e em justiça, enquanto tiver um sopro de vida.
Mas quem sou eu, Senhor, que assim me atrevo a chamar por Ti? Quem sou eu, que assim pretendo partilhar da Tua felicidade? Que sou eu, que nem sequer sou digno de beijar o pó dos Teus pés? Mesmo que empunhes o Teu ceptro, atrevo-me a vir tocá-lo. Desesperar seria desacreditar a Tua misericórdia; afastar-me, quando me convidas a aproximar-me seria revoltar-me contra Ti, sob a pretensão de humildade. Por isso me inclino perante a Tua Majestade, e com a maior gratidão possível, Te aceito como meu Deus, para que Tu me tomes como Tua criatura. Serás o meu Soberano, o meu Rei, o meu Deus. Do alto do Teu trono ver-me-ás inclinado para Ti, adorando-Te e cultuando-Te. Serás a minha herança, em Ti finalmente descansarei.
Chamas por mim, mas oxalá pudesse receber-Te convenientemente. Mas sou indigno, Senhor, eternamente indigno de Ti. Mas já que assim o quiseste, livremente te entrego o meu coração. Toma-o; é Teu. Assim é muito melhor. Coloca-o nas Tuas mãos, pois és o único capaz de o transformar, moldando-o a Teu gosto, santificando-o, tornando-o humilde, celestial, brando, terno, flexível e por fim gravando nele a Tua lei.
- Joseph Alleine (continua)
(Continuação)
Ó minha alma, julgas bem continuares assim? Tens algum pacto ou aliança com o Inferno e com a morte? Tens prazer na tua miséria? Interessa-te ficar por aqui? Ai! não sei que fazer! Continuar nos caminhos pecaminosos? Se por aqui é certa a minha condenação, porque é que na minha insensatez vou entregar a alma ao Inferno, por um pequeno nada, por um ligeiro prazer, por um leve conforto, só para deleite da carne? Viverei ainda muito tempo nesta maldita situação? Não, se me demoro muito, desfaleço no caminho. E não haverá esperança de socorro? Nenhuma, a não ser que volte atrás. Mas haverá remédio para semelhante situação? Misericórdia e perdão para tão provocante iniquidade? Sim, tão certo como Deus ser Deus que obtenho perdão, se hoje, com sinceridade e sem reservas, me entregar solenemente a Cristo.
Pelo que te agradeço com toda a humildade do meu coração, ó misericordioso Jeová, já que na Tua paciência esperaste por mim até hoje, e se não modificasses a minha situação, eu estaria perdido para sempre. Adoro, pois, a Tua graça; aceito a oferta da Tua misericórdia; renuncio a todos os meus pecados, e pela Tua graça, decido fazer-lhes guerra, e seguir-Te em santidade e em justiça, enquanto tiver um sopro de vida.
Mas quem sou eu, Senhor, que assim me atrevo a chamar por Ti? Quem sou eu, que assim pretendo partilhar da Tua felicidade? Que sou eu, que nem sequer sou digno de beijar o pó dos Teus pés? Mesmo que empunhes o Teu ceptro, atrevo-me a vir tocá-lo. Desesperar seria desacreditar a Tua misericórdia; afastar-me, quando me convidas a aproximar-me seria revoltar-me contra Ti, sob a pretensão de humildade. Por isso me inclino perante a Tua Majestade, e com a maior gratidão possível, Te aceito como meu Deus, para que Tu me tomes como Tua criatura. Serás o meu Soberano, o meu Rei, o meu Deus. Do alto do Teu trono ver-me-ás inclinado para Ti, adorando-Te e cultuando-Te. Serás a minha herança, em Ti finalmente descansarei.
Chamas por mim, mas oxalá pudesse receber-Te convenientemente. Mas sou indigno, Senhor, eternamente indigno de Ti. Mas já que assim o quiseste, livremente te entrego o meu coração. Toma-o; é Teu. Assim é muito melhor. Coloca-o nas Tuas mãos, pois és o único capaz de o transformar, moldando-o a Teu gosto, santificando-o, tornando-o humilde, celestial, brando, terno, flexível e por fim gravando nele a Tua lei.
- Joseph Alleine (continua)
sábado, 26 de junho de 2010
UM GUIA SEGURO PARA O CÉU
Breves Palavras A Usar Por Um Pecador Ainda Não Convertido
(Continuação)
O pior é que eles são muitos e fortes! As areias do mar são muitas, mas não são fortes; as montanhas são fortes, mas não são muitas. Mas os meus pecados são numerosos como as areias e grandes como as montanhas. O peso excede o número. Melhor fora que as rochas e as montanhas caíssem sobre mim, do que ter de suportar o peso dos meus pecados! Senhor, como vou tão carregado! Tem piedade de mim! Vem em meu auxílio, ou então morro pelo caminho! Alivia-me deste pesadelo, desta carga imensa, ou então, falto de forças e de esperança, ver-me-ei rapidamente na senda que conduz ao Inferno! Oh! se fossem postos numa balança os meus pecados, seriam mais pesados que a areia do mar. Por isso se abismam as minhas palavras, mais pesadas ainda que todas as rochas e colinas. Ó Senhor, conheces bem as minhas infinitas transgressões e os meus enormes pecados!
Oh! minha alma! Oh! minha glória! Como estais humilhadas! Outrora glória da Criação e imagem de Deus, agora lugar de imundície, vaso de podridão, repleto de repugnantes e infétidas miasmas. Que transformação se operou em ti após o pecado! Poderão chamar-te "Abandonada"; à morada das tuas faculdades talvez caiba o nome de «Desolada» e tu simplesmente «Ichabod», que quer dizer «Onde está a tua Glória?» Como foi tão grande a tua queda! A minha beleza transformou-se em deformidade, e a minha glória em vergonha! Senhor, que miserável leproso eu sou! Os corpos ulcerosos de Job e de Lázaro, não eram tão repugnantes aos olhos dos homens, como eu sou aos olhares de Deus, que não suporta a iniquidade.
E que consequências tão funestas me trouxe o pecado! Senhor, que situação a minha! Humilhado pelo pecado, fora das graças de Deus, maldito do Senhor, maldito no meu corpo, nos meus bens, nas minhas relações, enfim, em tudo o que possuo! Os meus pecados são imperdoáveis, e a minha alma está a dois passos da morte. Que devo fazer? Para onde hei-de ir? Que caminho posso seguir? Deus a espreitar-me do Céu, o demónio a esperar-me no Inferno, a consciência a bater-se dentro de mim, e as tentações e os perigos a rodearem-me constantemente. Para onde fugir? Onde esconder-me da omnisciência divina? Quem me defenderá da omnipotência de Deus?
-Joseph Alleine (continua)
(Continuação)
O pior é que eles são muitos e fortes! As areias do mar são muitas, mas não são fortes; as montanhas são fortes, mas não são muitas. Mas os meus pecados são numerosos como as areias e grandes como as montanhas. O peso excede o número. Melhor fora que as rochas e as montanhas caíssem sobre mim, do que ter de suportar o peso dos meus pecados! Senhor, como vou tão carregado! Tem piedade de mim! Vem em meu auxílio, ou então morro pelo caminho! Alivia-me deste pesadelo, desta carga imensa, ou então, falto de forças e de esperança, ver-me-ei rapidamente na senda que conduz ao Inferno! Oh! se fossem postos numa balança os meus pecados, seriam mais pesados que a areia do mar. Por isso se abismam as minhas palavras, mais pesadas ainda que todas as rochas e colinas. Ó Senhor, conheces bem as minhas infinitas transgressões e os meus enormes pecados!
Oh! minha alma! Oh! minha glória! Como estais humilhadas! Outrora glória da Criação e imagem de Deus, agora lugar de imundície, vaso de podridão, repleto de repugnantes e infétidas miasmas. Que transformação se operou em ti após o pecado! Poderão chamar-te "Abandonada"; à morada das tuas faculdades talvez caiba o nome de «Desolada» e tu simplesmente «Ichabod», que quer dizer «Onde está a tua Glória?» Como foi tão grande a tua queda! A minha beleza transformou-se em deformidade, e a minha glória em vergonha! Senhor, que miserável leproso eu sou! Os corpos ulcerosos de Job e de Lázaro, não eram tão repugnantes aos olhos dos homens, como eu sou aos olhares de Deus, que não suporta a iniquidade.
E que consequências tão funestas me trouxe o pecado! Senhor, que situação a minha! Humilhado pelo pecado, fora das graças de Deus, maldito do Senhor, maldito no meu corpo, nos meus bens, nas minhas relações, enfim, em tudo o que possuo! Os meus pecados são imperdoáveis, e a minha alma está a dois passos da morte. Que devo fazer? Para onde hei-de ir? Que caminho posso seguir? Deus a espreitar-me do Céu, o demónio a esperar-me no Inferno, a consciência a bater-se dentro de mim, e as tentações e os perigos a rodearem-me constantemente. Para onde fugir? Onde esconder-me da omnisciência divina? Quem me defenderá da omnipotência de Deus?
-Joseph Alleine (continua)
sexta-feira, 25 de junho de 2010
UM GUIA SEGURO PARA O CÉU
INDICAÇÕES AOS QUE NÃO SE CONVERTEM
(continuação)
BREVES PALAVRAS A USAR POR UM PECADOR AINDA NÃO REGENERADO PELA GRAÇA DA CONVERSÃO
Ah! que miserável eu sou! Que condição a minha, devido ao pecado! Vejo que o coração me enganou até agora, fazendo-me crer que era razoável a minha condição. Sei que não passo dum homem perdido, perdido para sempre, a não ser que o Senhor venha em meu auxílio! Oh! os meus pecados! Como me sinto tão impuro, ó Senhor! Para Ti, devo ser mais asqueroso do que o mais asqueroso dos vermes num cadáver em putrefacção! Oh! que abismo de pecado é o meu coração, que eu supunha possuir as melhores qualidades e virtudes. Senhor, como me sinto completamente corrompido em todo, todo o meu ser! O meu coração não pensa senão na maldade do pecado! Sinto um ódio e uma aversão tal pela virtude, que só me inclino para o vício! O meu íntimo é um abismo de corrupção, infestado de pensamentos, palavras e acções pecaminosos! Que peso me atormenta a alma! A cabeça, o coração, o espírito todos os meus membros estão repletos de pecado. Por toda a parte o pecado! Aflige-me, atormenta-me! Ai de mim! Os meus credores assaltam-me e apoderam-se de mim aos milhares. É que é infinita a soma das minhas dívidas. Resmas e resmas de papel, escritas por dentro e por fora, são insuficientes para indicar a infinidade de pecados que cometi contra um só dos mandamentos de Deus. Que infelicidade a minha, perante esta multidão de pecados! Crimes de lesa-Majestade contra o Céu, a merecer maior castigo que a traição contra um ser humano! E quem é o ofendido? O Deus omnipotente!
Volto a pensar nos meus pecados! Oh! quem os poderá contar! Males inumeráveis me circundaram; que iniquidades me assaltaram, como inimigos figadais! Mil vezes melhor ter contra mim todos os regimentos do Inferno do que os meus pecados a dilacerarem-me a alma! Que espectáculo este, meus Deus! Tantos assaltantes a assediarem-me de todos os lados, por dentro e por fora, a apossarem-se das minhas faculdades e a entrincheirarem-se dentro da minha pobre alma, para desse reduto poderem defender-se contra o Deus que me criou.
Joseph Alleine (continua)
(continuação)
BREVES PALAVRAS A USAR POR UM PECADOR AINDA NÃO REGENERADO PELA GRAÇA DA CONVERSÃO
Ah! que miserável eu sou! Que condição a minha, devido ao pecado! Vejo que o coração me enganou até agora, fazendo-me crer que era razoável a minha condição. Sei que não passo dum homem perdido, perdido para sempre, a não ser que o Senhor venha em meu auxílio! Oh! os meus pecados! Como me sinto tão impuro, ó Senhor! Para Ti, devo ser mais asqueroso do que o mais asqueroso dos vermes num cadáver em putrefacção! Oh! que abismo de pecado é o meu coração, que eu supunha possuir as melhores qualidades e virtudes. Senhor, como me sinto completamente corrompido em todo, todo o meu ser! O meu coração não pensa senão na maldade do pecado! Sinto um ódio e uma aversão tal pela virtude, que só me inclino para o vício! O meu íntimo é um abismo de corrupção, infestado de pensamentos, palavras e acções pecaminosos! Que peso me atormenta a alma! A cabeça, o coração, o espírito todos os meus membros estão repletos de pecado. Por toda a parte o pecado! Aflige-me, atormenta-me! Ai de mim! Os meus credores assaltam-me e apoderam-se de mim aos milhares. É que é infinita a soma das minhas dívidas. Resmas e resmas de papel, escritas por dentro e por fora, são insuficientes para indicar a infinidade de pecados que cometi contra um só dos mandamentos de Deus. Que infelicidade a minha, perante esta multidão de pecados! Crimes de lesa-Majestade contra o Céu, a merecer maior castigo que a traição contra um ser humano! E quem é o ofendido? O Deus omnipotente!
Volto a pensar nos meus pecados! Oh! quem os poderá contar! Males inumeráveis me circundaram; que iniquidades me assaltaram, como inimigos figadais! Mil vezes melhor ter contra mim todos os regimentos do Inferno do que os meus pecados a dilacerarem-me a alma! Que espectáculo este, meus Deus! Tantos assaltantes a assediarem-me de todos os lados, por dentro e por fora, a apossarem-se das minhas faculdades e a entrincheirarem-se dentro da minha pobre alma, para desse reduto poderem defender-se contra o Deus que me criou.
Joseph Alleine (continua)
terça-feira, 22 de junho de 2010
UM GUIA SEGURO PARA O CÉU
INDICAÇÕES AOS QUE NÃO SE CONVERTEM
(Continuação)
16. Consagra um dia para te humilhares, pelo jejum e pela oração, e analisares intimamente, tua miserável vida de pecado.
Lê uma exposição completa dos Mandamentos. Nota as obrigações omitidas e os pecados cometidos contra cada mandamento, e assim terás uma lista dos teus pecados para apresentares diante do Senhor, com dor e tristeza. E, se o teu coração concordar com as condições, não esqueças de ratificar aquela aliança de que atrás se falou, e o Senhor estará pronto a conceder-te misericórdia.
Acabo de falar daquilo que necessitas para te salvares. Queres agora obedecer à voz do Senhor? Queres levantar-te e meter mãos à obra? Que resposta darás ou que desculpa vais apresentar, se no fim de contas te perderes, mercê da obstinação na vida de pecado, quando não te era desconhecido o verdadeiro caminho da vida? Se não te prejudicar a tua preguiça, não duvido que possas vir a ter êxito, mas nunca, se desprezares o uso dos meios que acabam de ser expostos. Desperta, ó indolente, e aplica-te com afinco à obra da tua conversão. Pronto a agir, e o Senhor será contigo.
- Joseph Allleine (continua)
(Continuação)
16. Consagra um dia para te humilhares, pelo jejum e pela oração, e analisares intimamente, tua miserável vida de pecado.
Lê uma exposição completa dos Mandamentos. Nota as obrigações omitidas e os pecados cometidos contra cada mandamento, e assim terás uma lista dos teus pecados para apresentares diante do Senhor, com dor e tristeza. E, se o teu coração concordar com as condições, não esqueças de ratificar aquela aliança de que atrás se falou, e o Senhor estará pronto a conceder-te misericórdia.
Acabo de falar daquilo que necessitas para te salvares. Queres agora obedecer à voz do Senhor? Queres levantar-te e meter mãos à obra? Que resposta darás ou que desculpa vais apresentar, se no fim de contas te perderes, mercê da obstinação na vida de pecado, quando não te era desconhecido o verdadeiro caminho da vida? Se não te prejudicar a tua preguiça, não duvido que possas vir a ter êxito, mas nunca, se desprezares o uso dos meios que acabam de ser expostos. Desperta, ó indolente, e aplica-te com afinco à obra da tua conversão. Pronto a agir, e o Senhor será contigo.
- Joseph Allleine (continua)
Subscrever:
Mensagens (Atom)