domingo, 5 de dezembro de 2010

O Messias está a Chegar!

            O Messias está a chegar!  A sua mente não vibra com este pensamento?  O entusiasmo despertado deve ser como os sentimentos duma criança de cinco anos de idade quando ouve dizer, "O Natal está a chegar!"
            Provavelmente, as suas expectativas de criança eram irreais e superficiais.  O pai Natal não desceu pela chaminé como era esperado.  Você não encontrou nenhum grande saco cheio de guloseimas como era almejado.  Não obstante, o Natal veio.
            Embora o dia possa não ter cumprido completamente as suas expectativas infantis, na realidade, foi melhor.  Na essência da celebração do Natal, houve uma profundidade, uma riqueza, um significado que ultrapassou em muito o seu entusiasmo inicial sobre as árvores bonitas, luzes brilhantes e embrulhos grandes.
            Foi assim com a vinda do Messias.  No século anterior ao nascimento de Jesus, a cultura religiosa dos judeus estava repleta de expectativas variadas de um Messias que havia de vir. Muitos esperavam que Ele viesse como um rei conquistador que os libertasse do jugo romano. Muitos esperavam que sua vinda viria introduzir uma era de prosperidade e paz. Muitos pensavam que ele ia estabelecer um reino judaico que governaria a Terra.
            Sua vinda - a vinda de Jesus Cristo - não chegou a atingir essas expectativas. No entanto, a realidade de sua vinda foi algo muito mais profundo, mais significativo e mais duradouro do que esses sonhos e esperanças.
            Não que o sentido mais profundo da Sua vinda não tivesse sido previsto.  Tinha sido - por meio dos profetas do Antigo Testamento. Particularmente significativa é a profecia de Isaías 53.
            Isaías 53 retratou o Messias que havia de vir, não como um rei conquistador, mas como um servo sofredor.  Por que Deus havia de enviar um servo para nos redimir?  Por causa da nossa necessidade humana.  O nosso Redentor, como retratado no presente texto, é um feito semelhante a nós em todos os aspectos.  Ele conhece "as nossas enfermidades" e "as nossas dores" (v.4). Ele leva sobre si "as nossas transgressões" e "as nossas iniquidades" (v.5).
            O nosso problema humano mais profundo é o pecado. Isaías 53 reconheceu este facto, referindo-se às nossas "transgressões", "iniquidades" e "pecado" não menos do que seis vezes (nos versículos 5, 6, 8, 11, 12).
            Isaías declarou que o Messias viria para lidar com o problema do nosso pecado. É uma boa notícia!
            Estas profecias do Antigo Testamento, encontram o seu cumprimento no Novo Testamento, em Jesus.  Jesus é o nosso Messias!  Apesar de ser o Filho de Deus e o Ungido, Ele veio até nós como o Servo Sofredor.  Durante os seus dias na terra, Ele sofreu – por nossa causa, em nosso lugar, pelos nossos pecados.  Através de tristezas, sofrimento e morte, Ele assegurou a nossa redenção.  O Seu sangue nos salva.
            Ele também nos deixou um exemplo, de como devemos viver.  Quando as coisas correm mal, podemos olhar para Ele. Em meio à dor e perseguição, Ele manteve sua confiança em Deus Pai, e uma atitude correcta para com aqueles que estavam ao seu redor.  "Pai, perdoa-lhes," clamou Ele, "porque não sabem o que fazem" (Lucas 23:34).
            Embora os cravos ainda doam - bem assim a rejeição - Jesus não proferiu maldições. Em vez disso, mesmo quando Ele foi pendurado na cruz, Ele ofereceu a graça de Deus ao ladrão moribundo e à sua mãe desolada.  Este é o exemplo que somos chamados a imitar, a traçar, em nossas vidas diárias.
            Jesus é o nosso exemplo.  Ele veio para nos salvar dos nossos pecados e para nos mostrar como viver em rectidão diante de Deus.  Ele é também o nosso Messias vindouro, o qual voltará à Terra um dia para nos levar para o céu a viver com ele.  Oh, que dia será!  Você está olhando para a frente, para esse dia?  Você está pronto para se encontrar com Ele, o nosso Rei que vem?  
(Por McCown Wayne).

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O Professor de Bíblia do Adulto

Ensino da Bíblia e Relevância
Por Esther Lense (continuação)
  
           Isso nos leva à nossa segunda palavra - comunicação. Eu garanto-lhe, é muito mais fácil deixar as verdades da mensagem da Bíblia, na antiguidade bíblica, encadernadas seguramente entre capas de couro. Mas ao fazê-lo falhamos em apontar a sua mensagem relevante para a nossa vida hoje.  Para trazer a Palavra à vida, nós precisamos de comunicá-la! Agora, eu sei que você está a dizer: "Bem, claro, isso é o que eu faço todos os domingos.  Afinal, o que é ensinar senão comunicação?" Bem, isso depende da relevância do seu ensino.
           Se formos monótonos em nossas atitudes, desleixados na nossa preparação, dispostos a deixar que a Bíblia permaneça inofensivamente no passado, então, não, não, não estamos a comunicar!  Mas nós temos alegria em tornar o nosso ensino aplicável, uma suprema confiança na justeza da Palavra de Deus e no poder do evangelho para este minuto, então, transmitiremos esse fervor e alegria àqueles que estão na nossa classe.
           Esta é a mensagem de Paulo em sua carta aos Colossenses: "Então, naturalmente, nós proclamamos Cristo!  Alertamos a todos que encontramos, e ensinamos a todos os que podemos, tudo o que sabemos sobre Ele, de modo a que, se possível, possamos trazer cada homem até à sua maturidade plena em Cristo Jesus.  Isto é o que eu estou a fazer em todo o tempo, com toda a força que Deus me dá" (Colossenses 1:28-29, Phillips).
           Este é o objectivo da comunicação! Viver, respirar e transpirar a Palavra de Deus. Uma definição de comunicação dada pelo dicionário é passar conhecimento ou informação de uma pessoa para outra.  Esta é uma excelente definição! Gosto disto!  Particularmente quando posso aplicá-la à Palavra.  Não há nada que eu gostaria de espalhar à volta mais do que o conhecimento do amor e da compaixão e da majestade de Deus e do meu Salvador.
          Talvez eu tenha escolhido uma palavra estranha para os meus propósitos, quando eu disse que temos de transpirar a Palavra.  Em certo sentido, transpirar significa "espalhar em todas as direcções." Paulo di-lo tão bem: "Porque nós somos o aroma de Cristo para Deus entre aqueles que se salvam e entre aqueles que se perdem, para uns, uma fragrância de morte, para morte, para outros uma fragrância de vida, para vida.  Quem é suficiente para estas coisas?  Porque nós não somos, como tantos outros, traficantes da palavra de Deus, antes, como homens de sinceridade, enviados por Deus, à vista de Deus, falamos de Cristo" (2 Coríntios 2:15-17, RSV).
           Temos definido as regras do nosso próprio jogo especial - comunicar por meio da relevância! Viver, respirar, ensinar a Palavra de Deus e a salvação de Jesus Cristo em cada momento da nossa vida, em cada pensamento do nosso dia, em cada acção que praticamos. E, ao fazê-lo, como podemos nós deixar de ser os ganhadores neste jogo que chamamos de vida!  E como ganhadores, nós, como Paulo, receberemos a coroa de louros da vitória e ouviremos dos lábios do Mestre: "Muito bem, servo bom e fiel; entra no teu descanso eterno comigo e com os santos."

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

O Professor de Bíblia do Adulto

Ensino da Bíblia e Relevância
     
Por Esther Lense
          Para muitas pessoas, o
 nome do jogo, estes dias, parece ser "relevância." Encontramos este termo que está a ser jogado contra nós em conexão com quase todos os tópicos, da psicologia aos anúncios de creme de barbear e desodorizantes. Ou a coisa é "comunicação"? Isto, também, temos introduzido em nós. Somos instados a comunicar melhor uns com os outros, com os nossos filhos, com os nossos cônjuges, com o mundo inteiro em torno de nós! Assim, agora a pergunta é - Como nos relacionarmos e como comunicar ao ensinar a Palavra de Deus?
          
Se queremos ser relevantes, podemos encontrar muitos exemplos adequados disso na Bíblia. Que relevância estava Jesus a apontar quando Ele disse às pessoas que elas eram o sal da terra? Ou quando Ele chamou a Si mesmo a Videira Verdadeira? Ele estava simplesmente a fazer uso da relevância de objectos cotidianos com os quais os ouvintes estavam familiarizados. As parábolas são ensaios breves excelentes em relevância. Muito bem! Mas existem muito poucos de nós que têm o dom de falar em parábolas. Isto é, sem dúvida, uma arte. Mas há uma maneira muito mais simples de fazer nossas lições relevantes.
          
O primeiro passo é simples - mas crucial. Ao determinar o tema da lição para um determinado domingo, dê a si próprio tempo para crescer na "sensação" do mesmo. Evite, por todos os meios, ser um preparador de lição de sábado à noite. Nenhum de nós gostaria de admitir ser um professor deste tipo. Não obstante, tenho a certeza de que todos nós temos sido culpados disso em alguma ocasião. Mas, para além do sentimento de frustração que vem de ficarmos mal preparados, temos negado a nós mesmos a alegria de uma relação nova e desafiadora com o material bíblico.
          
Comece a pensar na lição do próximo domingo quando deixar a sua sala de aula neste domingo! Torne-se uma esponja, se você gostar, absorvendo todas as fases do material. Mas - e esta é a questão importante - não se atenha apenas ao conteúdo da lição, ou ao material de fundo bíblico, ou mesmo à própria Bíblia. Treine-se para ver cada lição nos eventos que estão acontecendo a cada dia. Leia a mensagem em notícias diárias. Tome as personagens bíblicas e ponha-as em roupas modernas e ambientes modernos. Isto é ensino bíblico relevante. 
             Encontrei uma maneira de tornar relevante uma série de lições. Essa série era sobre personalidades do Velho Testamento.  Pus Caleb e Bezalel em fatos de macaco e tornei-os artesãos lutando com as pressões do século XX.  Meti Isaías em um fato de negócio e o coloquei na Assembleia das Nações Unidas.  E os problemas que encararam em suas novas colocações foram quase paralelos aos problemas que encontraram nos tempos bíblicos.  E suas soluções foram certamente semelhantes. Enquanto escrevo isto, eu posso mesmo ver um Josué em shorts de caqui, em pé, ao lado do General Dayan. E tenho certeza de que o que ele disse em 1250 A.C. é exactamente o que ele diria em A.D. 1972.  A Bíblia pode ser tornada viva hoje!  Ela não é só uma colecção de histórias sobre coisas e pessoas do passado. É uma história viva, com respiração, tremendamente excitante e emocionante, que é relevante agora!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Professor de Bíblia do Adulto

Ensinar para Transformar
Por W. Goddard Sherman (continuação)


         É sempre uma alegria prestar culto num edifício de igreja que é lindo. Com efeito, muitas congregações não poupam em despesas para renovar e melhorar as instalações da igreja e terem certeza de que esta beleza é alcançada.  Elas têm um grande cuidado para ver que o edifício da igreja seja moderno e esteja em dia com todas as novidades e confortos. Isso é bom, pois devemos ter orgulho em fazer a casa de Deus um lugar de beleza. Mas a triste verdade é que muitas pessoas gastam tempo e dinheiro modernizando o edifício e equipando-o com as mais recentes e melhores conveniências, enquanto, ao mesmo tempo, permitem a vida espiritual da igreja deteriorar. A educação cristã que realiza a sua função vital ajudar-nos-á a ver que Deus não se agrada de que as instalações de uma igreja esteja em boa ordem, à custa da degradação da nossa vida espiritual.
         
Temos de crescer também em profundidade espiritual, a fim de descobrirmos, em acréscimo ao poder transformador de Deus, Sua energia santificadora e mantenedora. O cristianismo não é simplesmente uma filosofia de vida, nem um sistema de ética, apesar de ambos serem jóias da nossa fé. Cristo é o companheiro diário dos que confiam nEle. A vida é cheia de estradas irregulares, obstáculos desgastantes e tentações incontáveis. A nossa própria magra força humana não é capaz de nos impedir de cair. Cristo deu-nos a promessa de que Ele está sempre ao nosso lado, para sustentar e defender. Esta Presença permanente é o nosso tesouro especial. O salmista tinha escrito: "Eis que não tosquenejará nem dormirá o guarda de Israel."  E como é reconfortante a promessa do nosso Salvador: "Eis que estou convosco todos os dias!"
      Uma fé crescente é uma fé posta em uso. 
Na verdade, é apenas quando utilizada que a fé pode continuar a crescer. Se o nosso cristianismo não é mais do que uma relíquia do passado, estará tão morto como uma peça de museu. Está na moda colocar uma semente de mostarda em uma caixa de vidro pequena e usá-la como adorno em torno do pescoço. Deve ser lembrado que esta pequena semente assim fechada na caixa não pode crescer. Contudo, Jesus salientou que esta que é a menor de todas as sementes pode se transformar em uma grande árvore. A lição é clara: a fé cristã enterrada em uma sala de aula - ou num ritual da igreja, para esse propósito! - está sem vida. A aprendizagem cristã envolve a transformação do coração, bem como da mente. O propósito de cada classe da escola dominical deve ser ajudar-nos a crescer no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e a ser Suas testemunhas.
        Cada professor eficiente deve ter uma meta definida, e um programa bem definido para alcançar essa meta. 
Sagrado demais para o acaso é a responsabilidade do ensino cristão. Muito simplesmente, o objectivo é muito mais do que uma "lição" que preenche o tempo definido, muito mais ainda do que a apresentação de factos. O nosso objectivo são vidas transformadas que irão dar testemunho da graça e da glória de Cristo. Ensina para transformar!

sábado, 18 de setembro de 2010

O Professor de Bíblia do Adulto

Ensinar para Transformar
    Por W. Goddard Sherman

           O professor é muito mais do que uma fonte de informação.  Transmitir factos é apenas uma parte da responsabilidade do professor.  Nós não ensinamos apenas para partilhar conhecimentos, mas para transformar vidas.  Assim que, a classe da Escola Dominical que permite a lição permanecer em uma época remota é um fracasso. Informação sobre a Bíblia ou os tempos bíblicos, deve ser compartilhada de tal forma que iremos encontrar ajuda para a vida e seus problemas hoje.
A Bíblia é um livro vivo; Deus é um Deus vivo; Cristo é um Salvador vivo.  Não estudamos a Bíblia apenas para aprender o que Deus disse aos israelitas; procuramos ouvir o que Ele está a dizer a nós hoje.
           O crescimento é o desafio emocionante com que o cristão é confrontado.  
O professor da Escola Dominical que tem sucesso confronta seus alunos cada semana com este desafio. Ele os ajuda a fazer-lhe face com uma fé fortalecida e um maior compromisso com Jesus Cristo.
           A vida transformada só é possível quando nos tornamos insatisfeitos com o que nós mesmos somos, e captamos uma visão daquilo que Deus quer que sejamos - e do que através de Cristo podemos ser! 
Só quando ficamos perturbados por uma sensação de estarmos perdidos nos empenhamos para encontrar-nos, a nós mesmos, e ao nosso destino em Deus. É bom possuir um ornato de factos; é sempre desejável ter uma riqueza de informações.  Mas procuremos ter a certeza de entendermos que a educação cristã genuína é mais do que isso.  É um preencher da nossa natureza espiritual, bem como o expandir da nossa mente.  A educação cristã faz mais do que ensinar-nos a respeito de Cristo; ela prepara-nos para sermos apreendidos por Cristo.
           É responsabilidade da educação cristã guiar-nos ao poder transformador de Cristo.  
Não podemos mudar as pessoas, mas Cristo pode.  Podemos compartilhar informações com os membros da classe.  Mas a transformação acontece enquanto os levamos a Cristo.  Uma analogia pode ser vista na força renovadora da primavera, vindo na esteira de um inverno frio e amargo.  A primavera toca a terra com novidade e poder de revitalização; o que parecia morto salta para a vida uma vez mais. Após o inverno de ferrugem e esterilidade chega a primavera do amor de Cristo. Nele somos trazidos de volta à vida, através d’Ele toda a vida reveste-se de esperança e propósito e toma direcção.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A Bíblia e a Vida Devocional

UM LÍDER ESPIRITUAL
           Têm sido usadas muitas expressões para descrever o papel do professor de adultos. Ele é um "aluno líder" ou "um líder de aprendizagem." Ele é um "treinador que joga", ou um "facilitador de experiências." Seja qual for a terminologia que se escolha para descrever o seu trabalho, o professor é mais do que aquele que simplesmente "serve informações no prato." Ele é um líder espiritual.
           "Como líder religioso, o professor está consciente da importância da qualidade da sua própria vida. Ele é sensível ao facto de que "a vida do professor é a vida de seu ensino." Ele é ávido de ver o fruto do Espírito a evidenciar-se em sua vida. Disse J. R. Miller das qualidades espirituais da vida de alguém: "A cultura humana, por si só, não as pode produzir. São frutos que não se cultivam no caule da natureza."
            Métodos e habilidades são importantes no ensino, mas eles são secundários. A tarefa do professor é primariamente religiosa. Se ele quiser aumentar a eficácia do seu ensino, deve dar atenção fiel à sua própria vida devocional. Que tremenda oportunidade cada um de nós, como professor, tem de fortalecer a sua vida devocional...!
           À medida que nos esforçamos (...) para levar outros a descobrir na Bíblia os abundantes recursos para nutrir a vida devocional, certamente vamos enriquecer as nossas próprias vidas. Professores e membros da classe podem compartilhar um novo senso da importância que a Bíblia dá ao viver pessoal. Só quando aceitarmos pessoalmente o desafio das lições (...), é que poderemos falar de forma significativa àqueles que participam das nossas aulas e que necessitam "de lançar-se ao aprofundamento" da vida cristã.
           O desafio ao professor para ser um verdadeiro líder espiritual é captado nas linhas de Horatius Bonar:
Tu mesmo deves ser verdadeiro,
Se queres a verdade ensinar;
Tua alma deve transbordar se tu,
Outra alma, almejas alcançar.
É preciso que o coração transborde
Para, aos lábios, discurso perfeito dar.

Pensa na verdade, e os teus pensamentos
A fome do mundo saciarão;
Fala a verdade, e cada palavra tua
Será uma semente fecunda;
Vive a verdade, e a tua vida será
Um grande e nobre credo.
- E.C.W. (Editor do Adult Bible Teacher, Vol. 62/Nº 3, 1972)

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

VEM E SEGUE-ME

(continuação)
         O que há de mais importante, na vida, do que andar com Deus e fazer-se conhecido d'Ele?
         A Bíblia traz a biografia de um homem que "andou com Deus". Não diz o texto sagrado que ele era rico, mas, também, não nos informa se ele, alguma vez, houvera padecido de necessidade que não tivesse sido suprida. Notavelmente breve é essa biografia, mas de uma beleza admirável. Encontra-se em Génesis 5:24 e diz: "E andou Enoque com Deus; e não se viu mais porquanto Deus para Si o tomou. Sobre isso, comentou-se:

             "O escritor desta pequena memória não relata que ele andara na alta sociedade, que se relacionara com os maiores, ou que fora o melhor amigo dos filhos dos poderosos da terra. Não! O seu amigo mais
chegado era Deus! Para ele a riqueza mais preciosa era andar com Deus. Talvez tivesse poucos amigos ou não os tivesse; contudo, não andava sozinho. Deus estava ao seu lado, ele seguia o seu Senhor e a Sua presença dava-lhe satisfação. Quanto poder há na proximidade do Omnipotente!"

          Para andarmos com Deus, temos de andar por fé e não por vista. Há momentos na vida em que não podemos falar da presença de Deus em termos de sentir, de sentimentos, assim como há dias em que não vemos o sol. Como é que sabemos, então, que Ele está connosco? Pela fé, assim como, não vendo o sol, sabemos que ele não deixou de existir, apenas não se fez visível. Sabemos que Ele está connosco porque honramos a Sua Palavra com a nossa obediência amorosa, porque conservamos a boa consciência à luz do Seu Espírito Santo, porque testemunhamos convictamente da Sua graça, enfim, porque Lhe damos a devida honra e o louvor que merece, Ele Se manifesta no meio do louvor do Seu povo. Ele estará, inquestionavelmente, perto de nós.
          Para caminharmos com Deus e O seguirmos por esta vida, temos de o fazer nas Suas veredas, "o caminho santo. O imundo não passará por ele, mas será para aqueles: os caminhantes, até mesmo os loucos, não errarão." Ali não haverá leão, nem animal feroz subirá a ele, nem se achará nele; mas os remidos andarão por ele. Quem quer palmilhar esta elevada senda de santidade deve possuir mãos limpas e coração puro.
          E Enoque não se viu mais, porquanto Deus, para Si, o tomou.O comentador prossegue: "É a vida feliz para todo o sempre, o término da história de Enoque, o homem que seguiu ao Senhor, andou com Deus".
         Certa vez, uma criança contou assim este evento: "Enoque andou com Deus um dia; no outro dia também andou com Ele; no dia seguinte andou, e continuou a andar sempre, até que entrou em Casa com Deus". Quem andar com Deus aqui, andará com Ele na glória. Se quisermos a Sua companhia mais tarde, é necessário que nos acostumemos a possuí-la agora, seguindo o Mestre.
          Anda com Ele hoje, leitor, sejas jovem, adolescente ou criança, ou idoso. Anda com Ele amanhã. Anda com Ele em toda a tua vida, elegendo-O como a tua ambição número um. No dia glorioso que vem presto, verá o cumprimento da promessa inigualável: "comigo andarão em vestidos brancos, por toda a eternidade". Busca ao Senhor, teu Deus e faze-Lhe uma oração, dizendo-Lhe que tens muitos desejos, sonhos, frustrações talvez, que tens falta de muita coisa que gostarias de possuir, mas andar com Ele é a tua maior aspiração, e estás disposto a abrir mão de tudo, menos da Sua companhia, na expectativa gloriosa de entrares com Ele em "Casa".
          Dize-Lhe em oração: "Ensina-me, Senhor, a compreender que um grande espírito pode viver numa casa pequena; que as atitudes semelhantes às de Cristo valem mais do que toda a riqueza do mundo; que confiar em Ti é libertar-me de preocupações. Ensina-me a amar ao próximo com todo o coração, a ser recto e que, ao seguir-Te, descubra a Tua vontade para a minha vida neste mundo e no céu. Amém."