quinta-feira, 17 de março de 2011

Daniel, o Profeta

Capítulo 8

       Este capítulo contém a visão de Daniel do carneiro e do bode, 1-14; referem-se, como foi explicado pelo anjo, às monarquias Persa e Grega, 15-26. O chifre pequeno mencionado no nono versículo (ou rei feroz, como interpretado no vigésimo terceiro), alguns supõem indicar Antíoco Epifânio; mas parece mais adequado aplicar-se ao poder romano em geral, pelo qual a organização política e o Templo dos judeus foram destruídos, em razão das grandes transgressões deste antigo povo de Deus; e, particularmente, por causa da sua rejeição muito obstinada e inconcebível das doutrinas gloriosas do cristianismo, que haviam sido pregadas entre eles por Jesus Cristo e Seus apóstolos e a verdade das quais Deus havia atestado "por sinais e prodígios, e por vários milagres e dons do Espírito Santo." Daniel, então, é informado dos 2.300 dias proféticos (ou seja, anos), que devem decorrer antes de o santuário ser purificado; ou, por outras palavras, antes da justiça prevalecer sobre toda a terra. Supõe-se, com considerável probabilidade, que este período teve o seu início quando Alexandre, o Grande, invadiu a Ásia, no ano 334 antes de Cristo. Isto fará que o seu encerramento tenha lugar pelo fim do sexto milénio do mundo; por esta altura, como já foi observado, espera-se que ocorram algumas mudanças surpreendentes na condição moral da raça humana; por essa altura, o poder do Anticristo, tanto o papal como o maometano, será totalmente aniquilado e o domínio universal dado aos santos do Altíssimo. O capítulo termina com a aflição de Daniel em vista dos terríveis juízos com os quais o seu país seria visitado em épocas posteriores, 27.

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